Coletivo
Coletivo Siriará
E-mail: coletivosiriara@gmail.com
Telefone Público: (85) 99964-6672
Descrição
O Coletivo de arte Siriará reúne artistas que já atuavam individualmente em diferentes áreas: Literatura, Performance, Artes Visuais, Arquitetura, Urbanismo e Meio Ambiente, além da Educação; e também convida outros artistas para participarem em projetos específicos._________________________________________________________________________________
LINHAS GERAIS QUE NORTEIAM NOSSOS PASSOS:
“É falando que a gente se entende”, um bom e velho adágio popular. Sim, é na fala onde começamos, onde a gente se articula, onde a gente negocia, onde a gente vai tentar se entender. Desdobramos o adágio em andamento. E refinamos o tempo.
Se em tupi antigo a palavra “siri” designava o que ainda hoje designa, - um nome genérico de várias espécies de crustáceos -, "ará", para o mesmo tupi, é onde, na fala, a palavra erra, tropeça, se duplica, multiplica, enfim, percorre o outro o tempo todo. E se é falando que a gente se entende, nada melhor que convocar o novo, o outro, o contágio, a disseminação.
No dicionário de Tupi Antigo de Eduardo de Almeida Navarro, “ará” poderia indicar as “grandes aves psitacídeas, papagaios de bicos altamente cortantes, corpos vermelhos, com manchas de diversas cores nas asas e em outros lugares”; mas também “espiga”; “dia, luz do dia”; “sol”; “ar, tempo, condições atmosféricas”; “parte superior”; “mundo”; “entendimento, juízo”; “vez, oportunidade”.
Mais do que indicar um sentido literal para a tradução do termo, nós, do Coletivo Siriará, celebramos a abundância de matizes e significâncias que esse encontro de palavras carrega. Siriará: por um lado temos o siri, animal rasteiro que caminha de lado e a revestrés, por outro, temos o pássaro, a luz do alto, o ar, o mundo, o entendimento desde uma perspectiva plana, horizontal e ampla. Do alto, o mapa se configura como um desenho abstrato, mas ainda assim desenho, possibilidade de mundo, série de apontamentos e indicações de um trajeto em comum. De baixo, o siri avista a areia, os grãos de areia, o buraco na terra. Vida e morte em simbolismos frouxos, fluidos, metamórficos.
Nós, do Coletivo Siriará somos arrebatadxs por cânticos, causos, capas de memória, cacos de história, câimbras e calamidades. Nesse lidar, consideramos a necessidades de nos mantermos íntegrxs e conectadxs com os povos, os ensinamentos, o habitat e tudo o que nos envolve como simbolismo estruturante e agregador, como um modo de sinalizarmos a necessidade de libertarmos nossos discursos, nossas perspectivas, nosso modo de ser e estar juntxs da opressão de uma historiografia caduca e horrenda. Nesse sentido, a figura de um ser híbrido, 1/2 crustáceo 1/2 ave guia nossa convicção na busca pelo outro, na elaboração de falas, narrativas, estórias e vivências cotidianas.
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