Funções

Descrição curta

Silvanar Soares Pereira, Agricultor Familiar, 53 anos, agente comunitário, agente de pastoral da juventude, educador social, catequista, produz e apresenta o Programa SerTão Nordestino no rádio, quadrilheiro, poeta, cantor, compositor, profeta da chuva, empreendedor rural (produz cajuína), apaixonado pela cultura popular nordestina; organiza as festas juninas e é brincante do reisado Boi Surubim; organiza a Festa da Colheita, a Semana das Águas do Maciço de Baturité; Organiza os Encontros dos Profetas da Chuva do Maciço de Baturité; Organiza os Dias de Campo da Cajuína São João Articula e mobiliza o Turismo de Base Comunitária nas Comunidades da Região.

Dados Pessoais

E-mail Público: silvanar2011@gmail.com

Telefone Público: (85) 996046224

Endereço: Lagoa de São João 00, Zona Rural, Aracoiaba, CE, BR

Estado: CE

Município:

CEP: 62750000

Logradouro: Lagoa de São João

Número: 00

Complemento: Zona Rural

Bairro: Zona Rural

Descrição

Silvanar Soares Pereira, Agricultor Familiar, 52 anos, produtor de cajuína, agente comunitário, ex-conselheiro tutelar (por dois mandatos), ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Aracoiaba, ex-conselheiro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente - Comdica, agente de Pastoral da Juventude, educador social, membro do Comitê da Bacia Hidrográfica da Região Metropolitana de Fortaleza, Presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar do Maciço de Baturité, catequista e apaixonado pela cultura popular nordestina, canta, toca violão, zabumba e triangulo, anima as festas juninas na comunidade e é brincante do Reisado Boi Surubim (do Mestre Agripino Costa), produz e apresenta um programa de rádio (O SerTão Nordestino) ...

Se houver interesse em saber mais sobre Silvanar Soares, favor pesquisar no seu curriculo lattes: http://lattes.cnpq.br/0887855172952753

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A Cultura Popular Nordestina, representa nossa identidade e nossa essência, como povo e como gente que habita esta terra tão rica e diversa culturalmente. Qualquer nordestino que se presa, gosta de literatura de cordel, de cantoria de viola, festa junina, frevo, reisado, forró pé de serra, da gastronomia regional e tantas outras manifestações de nossa gente. Preservar as expressões culturais, significa imortalizar nossas raízes e nossa própria identidade, na perspectiva da nossa formação como pessoas, como cidadãos de forma mais coletiva, como povo.

Conheci a Cajuína em 1988, quando participava de um Encontro de Juventude da Região Episcopal Serra da Igreja Católica, na cidade de Acarape - Ce e foi servida a bebida no almoço. De início, não me agradei muito, pois era um sabor estranho e diferente dos sucos e refrigerantes que estava acostumado a beber. Mas quando o Padre José Maria Cavalcante Costa fez uma palestra, falando do produto, suas propriedades nutritivas, de que ele era feito e como era feito, gerando renda e valorizando a cultura e a produção local, sendo um alimento saudável e rico em nutrientes essenciais à saúde humana... criei um maior interesse por ela. Tanto é que passei a comprar sempre, seja para consumir, como para divulgar. Na mesma época, escutei o Bispo Diocesano de Fortaleza, Cardeal Dom Aloízio Lorscheider afirmar que era um grande pecado, ter gente passando fome no Ceará, com grande quantidade de caju se perdendo.

Em 2005, eu era presidente da Associação Comunitária do Distrito Lagoa de São João - Aracoiaba - Ce e consegui junto à Embrapa, um curso de aproveitamento de caju. Entre os mais de 20 subprodutos que aprendemos a processar, estava a Cajuína. Por sinal, a parte do curso que mais me interessou, foi exatamente a oficina de cajuína. Busquei aprender o processo de fabricação. E desde então, passei a fazer cajuína para o consumo de casa ou para presentear amigos e parentes ou mesmo para levar nos eventos das comunidades da região.

No ano de 2018, Seu Chico Soares, meu pai (agricultor familiar entusiasmado, principalmente no cultivo do caju e da mandioca, embora com pouca terra), celebrou 100 anos de vida. E o coquetel que ofereceremos para os convidados, foi beiju com cajuína. Deu muito trabalho, mas conseguimos realizar com sucesso tal proeza e todos gostaram muito. Chegando ao ponto de algumas pessoas (entre as quais o Dr. Eudoro Santana, pai do Governador do Estado), naquela mesma noite, manifestarem interesse em comprar para levar. No entanto, havíamos feito uma pequena quantidade (400 litros apenas, já que não tínhamos a estrutura), para a festa do centenário do meu pai. E foi o papai, que vendo atentamente o interesse das pessoas pela bebida, passou a incentivar que eu fizesse mais, para comercializar. Mas eu não tinha como adequar o espaço, adquirir os equipamentos e insumos que são necessários para um maior volume de produção (espaço físico, moinho, filtros, garrafas, tachos de cozimento...). Ele próprio, me incentivou e me apoiou muito no começo. Começamos então a nos preparar para a safra de 2020. Foi aí, que transformamos a Casa de Farinha de meu Pai, numa mini fabrica caseira de produção de cajuína (fizemos umas pequenas adequações, compramos o moinho e alguns insumos, com um financiamento do PRONAF).

Infelizmente, meu pai adoeceu e precisamos correr para cuidar dele (embora em meio à pandemia da Covid 19, foi preciso leva-lo para clinicas e fazer muitas consultas e exames, que infelizmente nos levaram a descobrir um CA de bexiga, em estagio já bem avançado). Mesmo doente, ele ainda ajudou bastante, incentivando para não desistirmos. Depois que Papai faleceu (em 25 de agosto de 2020, faltando 27 dias para celebrar seus 102 anos), foi que pudemos retomar as atividades. Atrasamos o início da produção, mas ainda assim conseguimos produzir 5.000 litros, que nem conseguimos vender, por causa das restrições impostas em função da pandemia (o prejuízo foi quase que total). Mas não desistimos e nem perdemos a esperança. Acreditando na ciência e no controle da Covid 19 pela vacina, “metemos a cara”. E com a boa safra de caju em 2021, produzimos mais de 13.000 litros. E dessa vez, com uma qualidade ainda melhor e com cajus orgânicos (embora não certificados). Outra grande vitória deste ano, foi termos conseguido receber o Registro no Ministério da Agricultura, tanto para o empreendimento (Nº: CE 001219-0), quanto para o produto (Nº: CE 001219-0.000001). Também conseguimos em 2021, a parceria com o Alquimista da Caatinga, que produz um delicioso espumante de caju. O mesmo tem nos indicado alguns caminhos estratégicos com relação à comercialização. Desta parceria, surgiu o apoio financeiro e institucional da Moeda Sementes, que nos concedeu importante empréstimo para o custeio da produção. Para 2022, acreditamos contar as mesmas parcerias e nossa maior expectativa é com vistas ao nosso certificado como produto orgânico. Neste sentido, contamos com o apoio da Fundação Cepema e da Rede EcoCeará, que são antigos parceiros de outras lutas.

A menina Cecília Araújo Costa, tem apenas 14 anos de idade e demonstra, com um sentimento apurado de nordestinidade, que se manifesta por meio de uma paixão peculiar por um dos instrumentos típicos e característicos deste grande e diverso celeiro cultural: a sanfona, demonstrado identidade e paixão com a cultura popular nordestina. Tal paixão, despertou em pleno reisado, atividade cultural que está no seu sangue a pelo menos quatro gerações e que ela começou a viver com apenas 4 anos de idade, brincando pelos terreiros do sertão, na trupe do “Boi Surubim”, na companhia de seu avô, Mestre Agripino Sousa, que também começou na brincadeira ainda menino e hoje é quem organiza e comanda a festa, nos meses de novembro, dezembro e janeiro (encerrando na festas dos Santos Reis).

No dia do encerramento da temporada do ano 2014, em pleno janeiro de 2015 a festa do Reisado Boi Surubim, na Comunidade de Currais II - Município de Redenção - CE, foi animada com os acordes do Mestre Cicero do Acordeon, um dos mais afamados da região, que tocou as marchinhas e valsas para o boi dançar e depois tocou forró para o povo no terreiro. O povo dançava que fazia poeira. Mas a Cecília, que só participava da festa, na entrada e na saída do boi, ficou acordada até mais tarde, pois de tão encantada com aquele instrumento de fole e teclas brancas e pretas, queria ver de perto, pegar, tocar, saber como funcionava. Mas o velho, muito cuidadoso com seu instrumento, não deixava que ela chegasse perto. Terminada a festa, ela foi pedir o velho pra deixar ela pegar no fole, mas o velho tratou de guardar logo na maleta, como medo que ela danificasse o instrumento. Foi motivo até de choro. E depois que foi todo mundo embora, ela começou a aperrear a mãe e ao pai, para adquirir uma sanfona. Os pais tentaram consola-la, pois achavam que era coisa de criança, que logo iria passar. Até porque, não tinham como adquirir um instrumento tão caro, para uma menina de sete anos brincar. Mas ela não desistiu e só sossegou quando adquiriram uma sanfoninha de brinquedo, dessas de oito baixos, adquirida com muita dificuldade. Com a sanfona nos braços e com o desejo no coração, a insistência foi para leva-la ao Mestre Cícero, para que ele a ensinasse a tocar. E assim foi feito. Na segunda aula, já estava arranhando “Parabéns pra você”. Com três semanas, já começou a solar a “Asa Branca”. Foi aí, que o Velho Cícero, descobriu que a brincadeira era algo mais sério, que a menina tinha talento e que precisavam investir mais nela. E ainda no segundo mês, sugeriu que fosse adquirida uma sanfona maior, pois aquela de brinquedo, já não serviria mais. Seria necessário adquirir um instrumento com mais recursos harmônicos. A família queria comprar, mas não tinha como, pois até mesmo aquela de brinquedo foi difícil para eles, pagando em quatro prestações. E numa conversa do próprio Mestre Cícero, com outros sanfoneiros e um tio da Cecília, chegou-se à conclusão que poderiam fazer uma promoção com os artistas e amigos, para adquirir a sanfona da Cecília. Não faltou quem quisesse colaborar: o avô, Chico Soares deu um garrote, o pessoal do Club Sygogas cedeu o espaço, os vizinhos doaram galinhas, arroz, temperos, as tias fizeram as comidas, os colegas de escola, os primos, os tios, vizinhos e amigos venderam as cartelas do bingo, houve muita divulgação nas redes sociais e no dia 31 de outubro de 2015, apareceram 14 sanfoneiros para tocar de graça para ajudar a comprar a Sanfona da Cecília, no evento que ficou conhecido como o Primeiro Encontro de Sanfoneiros da Região do Maciço de Baturité, que foi um grande avento. A renda da bilheteria, deu para comprar a sanfoninha de 48 baixos, que ela toca ainda hoje.

Com esta sanfona, Cecília tem animado os aniversários, batizados, reizados, farinhadas, vaquejadas, desbulha de feijão, luarada, romarias, novenas de São João e de São Francisco e até já participou do Primeiro Festival de Culturas da Unilab (Universidade Federal da Integração da Lusofonia Afro-brasileira), realizado em julho. No o ano de 2017, Cecília conseguiu realizar o sonho de conhecer Exu - PE, a terra de Luiz Gonzaga o Rei do Baião, que tanto a inspira. No mesmo ano, se apresentou em vários programas de rádio e televisão, até mesmo no Programa da Eliana do SBT.

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